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SALA INVERTIDA – METODOLOGIAS ATIVAS

Já imaginou iniciar uma aula em que os alunos já tenham estudado previamente o “tema” proposto? Executar atividades que prenda a atenção, aumente a participação (não só em presença, mas também em colaboração) e efetividade de aprendizado?

Sala Invertida – Metodologias Ativas: um processo de reconstrução total do velho método de aula expositiva para uma aula cheia de energia, que irá contagiar seu público, seus alunos, mudando totalmente o modo de encarrar a educação.

Em 1990, o professor de física holandês Eric Mazur cria o método Peer Instruction, devido a necessidade de fazer com que seus alunos entendessem mais as ciências de física e matemática. O método fomentava o estudo autônomo apoiado em pré-leituras, debates com o auxílio do professor. Alguns anos depois, ainda na década de 90, surge o conceito de Flipped Classroom, ou Sala Invertida, que avançava mais ainda no método de aprendizagem deixando a “sala de aula” para apenas atividades complementares, criando um movimento importante para a mudança na forma de educar, no mundo todo, e sendo um dos pilares para o surgimento das aulas em EAD. A metodologia passou a ser bem mais difundida a partir de 2007, nos Estados Unidos, ganhando movimento considerável até então, inclusive no Brasil. Duas grandes referências da área, Michael B. Horn e Heather Staker, tratam no seu livro “Blended – Usando a inovação disruptiva para aprimorar a educação”, sobre o assunto explorando à fundo a questão burocrática e operacional das escolas tradicionais, preparando as mesmas para uma transformação total, com foco final em cursos híbridos e de EAD.

Um rápido comparativo pode ser feito entre uma sala de aula tradicional e uma sala com uso de metodologias ativas, no conceito de sala invertida (quadro 1).

 

 

 

 

 

 

Quadro 1: comparativo entre sala de aula normal e sala invertida (Fonte: o autor)

No início deste artigo, iniciei inserindo a palavra “tema” entre aspa e isso tem um motivo especial, tratando-se de uma aula com método da sala invertida: conforme descrito no quadro 1, em uma aula invertida não existe mais um conteúdo previamente preparado pelo professor, e sim um “tema” de estudo, o conteúdo passa a ser construído pelos alunos com mediação do professor, através de pesquisas e discussões. O aluno passa a colaborar com a aula, o foco agora está na pergunta e não mais na resposta, ou seja, o aluno precisa ser conduzido às possíveis dúvidas e questionamentos que envolvem o tema proposto, para que possa pesquisar e achar as respostas possíveis. Ele pesquisa, desenvolve a curiosidade, troca ideias, constrói e compartilha conhecimento; já o professor gera dúvidas, aprofunda o tema, provoca a investigação, problematiza e orienta quanto ao tema. Outra mudança importante no uso desta metodologia está no sistema de avaliação: o professor passa a medir a aprendizagem do aluno, ao invés de somente efetuar uma avaliação objetivando ao aluno alcançar uma nota para aprovação.

Vários países já utilizam a metodologia de sala invertida (com destaque à Finlândia, China e Estados Unidos) apresentando resultados consideráveis. Segundo um levantamento feito na Universidade de British Columbia, nos Estados Unidos, com professores de Física que aplicaram a metodologia, dentre os quais Carl Wieman, prêmio Nobel de Física em 2001, houve um aumento de 20% na presença e 40% na participação dos alunos com o modelo. Além disso, as notas dos alunos participantes foram duas vezes maiores que as das classes que utilizaram a metodologia tradicional (fonte Thais Paiva, www.carta educação.com.br, agosto 24º, 2016).

Agregado ao conceito de sala invertida, temos as metodologias ativas que, com o uso de sortidas tecnologias disponíveis, agregam valor e promovem uma aula mais estimulante. Neste contexto, você deve estar conectado com aplicativos e sites disponíveis que fornecem formas e acessos à conteúdo fonte para suas aulas, possibilidade de gravação e edição de vídeos, hospedagem de material, ferramentas de comunicação e, mais importante, interação on-line e/ou tempo real com seus alunos, tornando, desta forma, as aulas muito mais divertidas. Algumas delas já são bem conhecidas no mercado e destacam-se quanto à facilidade de uso e recursos que oferecem (seja na confecção de aulas e vídeos, hospedagem de conteúdo ou interação em tempo real / on-line com seus alunos), destacando: Nearpod, Ted Edu, Khan Academy, Woondershare Filmora, Dropbox e Plickers.

Tenho aplicado constantemente este conceito às minhas aulas; contado com mais de 350 alunos atualmente, em diversas turmas disciplinas que envolvem cálculos e teorias, observo, de forma exponencial, um aumento do nível de aprendizagem, participação dos alunos, colaboração em discussões e interesse pelos assuntos. As equipes formadas encerram as discussões em sala e já recebem, no mesmo instante, o feedback sobre seu desempenho, pontos positivos e pontos que devem ser melhorados. Além disso, consigo aplicar atividades à distância em tempo real, interagindo com meus alunos.

Já existem muitas bibliografias, artigos, publicações e workshops disponíveis para auxiliá-lo sobre o assunto e conduzi-lo de forma correta na transição do “velho” para o “novo” método de ensino; a dica que dou é que, como primeiro passo, você aceite que já entramos em uma “era” de educação, com uma nova forma de educar e que precisamos nos desprender o mais rápido possível da “velha metodologia” de ensino. Caso queira saber mais, entre em contato com a Movemind School.

Autor: Prof. Fábio José Ricardo

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